Publicação do Sebrae Goiás analisa a transição global, o cenário estadual e as oportunidades para micro e pequenas empresas
| Publicação reúne dados do setor no mundo, no Brasil e em Goiás, explica por que a demanda por eletricidade tende a crescer e aponta duas frentes de oportunidade para micro e pequenas empresas. |
Crescimento Expressivo e Inteligência de Mercado
A produção de eletricidade em Goiás cresceu 37% de 2023 para 2024, bem acima do ritmo do Centro-Oeste (14%) e do Brasil (6%). O dado está no estudo “Energias Renováveis e Pequenos Negócios – da Transição Global às Oportunidades Locais”, publicado pelo Sebrae Goiás em setembro, que analisa a transição energética e o que ela significa para as micro e pequenas empresas do estado.
Produzido pela Unidade de Gestão Estratégica (UGE), o levantamento reúne dados de instituições como a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), além de entrevistas com empresários que já adotaram a energia solar e com especialistas do setor. Coordenadora do estudo, a analista Polyanna Marques Cardoso conta que o objetivo foi entender como a transição energética afeta a economia e o que ela muda para os pequenos negócios.
| “A principal contribuição para as micro e pequenas empresas é transformar informações técnicas e de mercado em inteligência prática para apoiar decisões e identificar novas oportunidades de negócio na cadeia das energias renováveis.” |
O Contexto Global e a Posição do Brasil
A transição energética é a substituição de combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural, por fontes limpas e renováveis, como a solar, a eólica, a hidrelétrica e a biomassa. O movimento ganhou velocidade. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), citada no estudo, a capacidade mundial de geração renovável deve mais que dobrar até 2030, quando essas fontes devem responder por quase 45% da eletricidade gerada no planeta. A energia solar lidera a expansão: respondeu por cerca de 80% do aumento da capacidade instalada entre 2019 e 2025.
O Brasil parte de uma posição favorável. As fontes renováveis respondem por 85% da oferta interna de eletricidade do país, também segundo a IEA, o que, de acordo com o estudo, coloca o Brasil entre os dez países com maior participação dessas fontes na matriz elétrica.
Goiás em Expansão: Destaque em Solar e Biomassa
Para Polyanna, o crescimento de 37% na produção mostra que Goiás vem assumindo posição de destaque na expansão do setor energético. A base da matriz estadual ainda é a água: as hidrelétricas respondem por 82% da energia gerada no estado, e a solar já chega a 6%, segundo a Fieg. Casas e empresas também passaram a produzir a própria energia. Até 2024, Goiás somava 158.267 unidades de geração distribuída conectadas à rede, modelo em que a eletricidade é gerada no próprio local de consumo ou perto dele.
As fontes com mais espaço para crescer, segundo a analista, são a solar e a biomassa, energia obtida de materiais orgânicos como bagaço de cana, resíduos agrícolas e dejetos de animais.
| “As duas apresentam elevado potencial de expansão devido à alta incidência solar, à forte base agroindustrial e à ampla disponibilidade de resíduos orgânicos para produção de energia.” |
De biogás, produzido a partir desses resíduos, o estado tem 122 plantas, com capacidade de 86,46 milhões de metros cúbicos por ano e potencial estimado de até 2,2 bilhões de metros cúbicos anuais, segundo levantamento do governo estadual e do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), citado no estudo. Já a eólica praticamente não existe em Goiás, porque os ventos são fracos na maior parte do ano.
O estudo também explica por que a procura por energia elétrica tende a crescer. O consumo de eletricidade no Brasil aumentou 5,5% em 2024, segundo a EPE, e o documento aponta fatores que devem sustentar esse movimento: eventos climáticos extremos, eletrificação dos transportes, automação industrial, expansão da inteligência artificial e data centers, além da cobrança de mercados por práticas sustentáveis (a chamada “era da eletricidade”).
Duas Frentes para os Pequenos Negócios
Para as micro e pequenas empresas, o estudo identifica dois caminhos estratégicos:
- Primeira Frente: Adoção de soluções para aumentar a eficiência energética e reduzir custos operacionais, como energia solar, gestão do consumo, armazenamento e aproveitamento de resíduos.
- Segunda Frente: Atuação dessas empresas como fornecedoras de produtos, serviços e tecnologias para o segmento.
A conclusão da publicação é que a energia deixou de ser apenas um custo operacional e passou a ser um ativo estratégico para os negócios. O Sebrae Goiás apoia as duas frentes por meio do Projeto Sebrae Energia, disponível tanto para quem busca eficiência quanto para quem deseja empreender no setor.
| Acesse o Estudo Completo: • Observatório Sebrae: https://www.sebraego.com.br/observatorio-sebrae/ • Projeto Sebrae Energia: https://www.sebraego.com.br/sebrae-energia/ INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA: • Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106 • Na Regional Metropolitana: Entremeios Comunicação | Izabela Carvalho – (62) 99830-2789 |


