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terça-feira-10-março-2026
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Cleider Sousa: Arte de Goiás para o Mundo

“Três décadas após ser batizado como o ‘Senhor das Artes’, Cleider Sousa transcende a técnica e transforma sua arte em um legado espiritual que ecoa de Goiás para os grandes centros do mundo.”

​POR LUIZ CARLOS PERES | Redação Repórter Goiás

​Há exatos trinta anos, o caminho deste escultor de Pontalina, radicado em Goiânia, cruzou com o nosso registro jornalístico. Naquela ocasião, Cleider Sousa foi batizado como o “Senhor das Artes” — um título que, passadas três décadas, revela-se não apenas profético, mas insuficiente para descrever a magnitude de sua evolução.

​Hoje, o mestre oferece ao mundo uma obra que vai além da matéria. Reencontrá-lo foi vivenciar a generosidade de um artista que valoriza cada passo de sua trajetória, recebendo-nos com o reconhecimento genuíno àquela nossa primeira matéria histórica.

O Café, a Inspiração e o Momento Sublime

​Em um gesto de hospitalidade autêntica, compartilhamos um café forte e sem açúcar. “O café deve ser assim: saudável e puro. A saúde agradece!”, pontuou este jornalista. Cleider, sorrindo, completou: “Para mim, o café também é fonte de inspiração. Ele desperta a mente para o que as mãos precisam criar.”

​Mas foi ao adentrarmos o coração do ateliê que vivenciamos o ponto alto desta jornada. Tivemos o privilégio sublime de assistir Cleider finalizando uma escultura de Jesus Cristo. Foi algo surpreendente e mágico. Em um ato de profunda concentração espiritual, o silêncio tomou conta do ambiente.

​As mãos criativas de Cleider, movendo-se com uma precisão que parece guiada por uma força espiritual que transcende a própria matéria, nos deixaram estáticos. Ver a vida brotar da matéria bruta em meio àquela entrega foi uma experiência indescritível — um momento resumidamente mágico que as lentes tentam capturar, mas que só a alma consegue sentir plenamente.

A comunicação entre a obra e quem a admira nasce da ilusão perfeita do movimento. O observador é capturado pela fluidez das formas, sentindo que a vida está ali, latente, sob a superfície.
​É o ápice do perfeccionismo artístico de Cleider: quando a arte deixa de ser algo que apenas olhamos para se tornar algo que nos atinge, nos move e nos faz acreditar no impossível. Uma presença que não apenas se mostra, mas que dialoga com a nossa própria percepção de realidade

“O ápice do processo criativo: no silêncio do ateliê, assistimos ao momento mágico em que as mãos de Cleider Sousa, movidas por uma força espiritual que transcende, finalizam a imagem de Cristo. Uma cena indescritível de entrega e arte.”

O Alicerce Familiar e a Maestria da Técnica

​Para além das ferramentas, Cleider revela que sua maior sustentação reside no convívio familiar, sua força vital. Para o escultor, a maior das artes é saber viver em harmonia.

​Sua grandeza reside também no fato de ser um estudioso incansável. Ele domina o conhecimento científico do metal, do gesso e do bronze. É essa união entre o dom nato e o rigor técnico que o posiciona como um artista de relevância internacional.

Do Monumental ao Eterno: Um Legado para o Mundo

​Suas mãos imortalizam a identidade de Goiás em obras icônicas e novos projetos de fôlego:

Cora Coralina: A icônica estátua em bronze na Cidade de Goiás.

​Iris Rezende e Maguito Vilela: Bustos na nova sede da Alego que capturam a dignidade desses líderes.

​Novos Imortais: Atualmente, Cleider dá forma a duas novas esculturas em cobre: os escritores Leodegária de Jesus e Hugo de Carvalho Ramos, que integrarão o projeto Cidade Criativa da Literatura na Praça do Coreto.

​Mesmo com suas obras atravessando fronteiras na Europa e América Latina, Cleider mantém seus costumes de brasilidade intactos. Ao final da conversa, os bons amigos sorriem, selando um reencontro onde o tempo parece não ter passado.

Conclusão: O Encontro das Almas

​Cleider Sousa é a prova viva de que o talento, quando somado ao amor e à fé, torna-se eterno. Ele faz de sua arte um “Muito Obrigado” ao Criador e a essa energia que o orienta. Como se as mãos de Cleider dessem forma aos versos da mestra das letras, encerramos com a poesia que ecoa em sua alma:

​”Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas…” > — Cora Coralina – Saber Viver

Fonte: POR LUIZ CARLOS PERES | Redação Repórter Goiás – reporergoias.com.

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